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SAÚDE MENTAL

Como abordar a saúde mental de forma natural com os filhos? Especialistas explicam

Conversar abertamente com as crianças e adolescentes sobre os próprios sentimentos é uma forma de construir relações mais saudáveis, segundo especialistas

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Saúde

“Terapia é coisa de louco.” “Depressão é falta de vontade.” “Menino não chora.” Esses são apenas algumas frases que representam equívocos comuns no que diz respeito à saúde mental.

O caminho para tornar o cuidado com a saúde da mente em algo prioritário ainda é longo. Segundo especialistas, essa atenção deve fazer parte da criação de crianças e adolescentes desde cedo, e alguns passos podem ajudar a transformar a abordagem do tema em algo comum, assim como acontece com o cuidado com outros aspectos da saúde.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no período entre 2011 e 2014, foram identificadas 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 15 a 19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e cor da pele branca (58,3%).

Como falar sobre saúde mental?

As crianças têm como características comuns a observação e a curiosidade. É a maneira que elas encontram de perceber o mundo à sua volta e de entender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas.

Segundo o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível, de acordo com a capacidade de compreensão das crianças em cada idade.

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Para Nardi, é essencial mostrar que a saúde mental conta com diferentes nuances e que essas modificações são normais.

“As crianças devem ser informadas que a saúde mental é importante e que existem reações mentais naturais como a tristeza, o luto, a ansiedade, que fazem parte da nossa formação de personalidade, fazem parte do nosso caminho para a maturidade”, afirma Nardi.

A psicóloga Camila Turati, professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o desenvolvimento humano é diverso e não acontece de forma linear. Nesse sentido, as relações que consideram a diversidade são essenciais para o aprendizado de funções psíquicas, como pensamento, linguagem, memória e atenção.

“Quando vamos pensar em saúde das crianças, a primeira coisa é pensar que não temos uma meta única a ser seguida. Cada criança vai se apropriando da realidade de um jeito diferente. Pensar a saúde mental é pensar em condições apropriadas para que essa diversidade possa existir”, diz a psicóloga.

“Então, se temos uma criança que fala mais ou fala menos, gosta de fazer determinada atividade e outra não, não podemos ver isso como um problema”, acrescenta.

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Falar sobre os próprios sentimentos

As emoções são características humanas e não estão associadas ao gênero. No entanto, ainda hoje são reproduzidos discursos que levam meninos e meninas a expressar e a lidar de maneiras diferentes com os próprios sentimentos.

“Quando a criança escuta que pode ou não pode chorar, não quer dizer que o sentimento vai deixar de estar ali presente. Quanto mais oportunidades tivermos para conversar, tratar as crianças como sujeitos diversos, independente do seu gênero, isso vai trazendo mais oportunidades para uma constituição diversa, múltipla e inclusiva”, afirma Turati.

A opinião é compartilhada pelo psiquiatra Antonio Egídio, da UFRJ. “Todos nós podemos chorar, todos podemos estar bravos em algum momento. Isso não faz uma pessoa mais fraca ou diferente das outras. Temos que incentivar as crianças a mostrarem seus sentimentos aos amigos, aos professores, sem que isso desqualifique essa criança na sociedade em que ela vive”, diz.

Fonte: CNN Brasil

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Confira a aplicação da 1ª, 2º e 3ª dose de vacina contra covid-19 em Água Boa

Acompanhe o calendário e fique por dentro. Cuide-se!

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A Secretaria Municipal de Saúde divulga um novo cronograma de vacinação contra o novo coronavírus em Água Boa.

De segunda (29) a quinta-feira (02/12) será aplicada:

– Primeira dose para público geral acima de 12 anos;

– Segunda dose Pfizer para vacinados até o dia 03/10/2021;

– Segunda dose Fiocruz para vacinados até 03/10/2021;

– Terceira dose (reforço) para vacinados até 05/07/2021.

Na sexta-feira, 03 de dezembro, será aplicada a segunda dose Butantan para vacinados até o dia 19/11/2021.

Local de vacinação: Centro Municipal de Saúde (Av. Tropical, Centro)
Horário: das 7h30min às 11h00 e das 13h30min às 16h30min

Documentos necessários para vacinação primeira dose: ficha índice, RG, CPF, carteira de vacinação. Os menores de 18 anos, além dos documentos anteriores mencionados, deverão estar portando a autorização dos pais (detalhes do termo de consentimento abaixo) ou estar acompanhado dos mesmos.

Termo de Consentimento: Vacinação de menores de 18 contra a covid-19

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, para que os menores de idade sejam vacinados, os senhores pais ou responsáveis, deverão comparecer com os mesmos até o local de vacinação, e caso não seja possível realizar o acompanhamento do menor, esses deverão retirar, preencher e assinar o TERMO DE CONSENTIMENTO PARA VACINAÇÃO.

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Este termo está disponível no ESF de atendimento de seu bairro, ou através do site da Prefeitura Municipal.

Atenção! Seu filho deverá apresentar este termo no momento da vacinação juntamente com a cópia de um documento oficial do declarante (pais ou responsáveis).

SEGUE ANEXADO ABAIXO O TERMO DE CONSENTIMENTO PARA VACINAÇÃO EM PDF PARA DOWNLOAD.

TERMO DE CONSENTIMENTO PARA VACINAÇÃO.pdf
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