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Conheça a história de “Acorda, Pedrinho”, canção que tornou a Jovem Dionísio a primeira banda no Top 50 desde 2018

Quinteto curitibano viralizou com a música inspirada em um senhor que dorme em um boteco

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A música Acorda, Pedrinho, da banda curitibana Jovem Dionísio, está estourada. O hit domina as redes sociais e está na boca do povo. Mas não só isso: a canção fez com que o quinteto chegasse ao topo do Spotify Brasil — a última vez que um grupo musical conseguiu tal feito foi em agosto de 2018, quando Meu Abrigo, do trio fluminense Melim, que ficou em primeiro lugar durante dois dias.

Acorda, Pedrinho, porém, já ocupa a posição há seis dias, o que faz com que esta seja a faixa de uma banda que mais tempo liderou o ranking de streaming no país desde que a contabilidade começou a ser divulgada, em janeiro de 2017. Hoje, quem entrar no Spotify, verá que o grupo é o único no Top 50, recheado apenas de artistas solos ou duplas.

Jovem Dionísio é fora da curva, a começar pelo seu som: um pop alternativo que foge dos grandes sucessos nacionais, como sertanejo, funk e forró. Outro ponto que chama atenção é a formação, que não é mais convencional, com vocalista, baixista, baterista, guitarrista e tecladista.

A cereja do bolo é como o grupo se tornou viral: ao musicar uma cena frequente de um boteco — mais especificamente, o Bar do Dionísio, que fica no bairro de Juvevê, localizado entre as zonas central e norte de Curitiba, no Paraná.

Os integrantes do grupo são frequentadores assíduos do estabelecimento desde os tempos de faculdade. São eles: Bernardo Pasquali, Rafael Duna, Gabriel Mendes, Bernardo Hey e Gustavo Karam. O quinteto, inclusive, resolveu batizar a banda em homenagem ao local, que leva o nome justamente do proprietário.

Banda Jovem Dionísio faz sucesso com o hit Acorda, Pedrinho<!-- NICAID(15109330) -->

Pedrinho em seu momento clássico registrado e divulgado pelo próprio Instagram do Bar do DionísioFoto: Instagram Bar do Dionísio / Reprodução

Mas e o Pedrinho? Esse é quase parte do bar. Frequentador há 20 anos, a relação dele com o boteco é tão íntima que ele tem o costume de tirar cochilos por lá, entre uma cerveja e outra. É também um entusiasta das partidas de sinuca que acontecem no Dionísio, sempre participando dos torneios que são organizados entre os habitués do local — quando está acordado para tal.

E foi assim, a partir do simples bar e do dorminhoco Pedrinho que surgiu a inspiração para o refrão da canção que já tem mais de 3,4 milhões de visualizações no YouTube e cerca de 11 milhões de streams no Spotify. Um fenômeno dessa “boy band de boteco”.

Veja o clipe de Acorda, Pedrinho:

Fonte: Diário Gaucho

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Com programação presencial, CineOP destaca cinema indígena

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Em sua 17ª edição, a Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) volta a movimentar o principal destino turístico do interior mineiro. Após dois anos explorando o formato online em decorrência da pandemia de covid-19, o evento irá novamente receber cinéfilos de todo o país na cidade histórica. A programação, que se inicia hoje (22) e vai até a próxima segunda-feira (27), coloca em destaque filmes produzidos por diretores indígenas.

“Fizemos um mergulho nos acervos e tivemos acesso a um volume muito grande de trabalhos. Foi um esforço de pesquisa e buscamos oferecer uma programação que tenha uma diversidade tanto de temas como povos representados”, conta o curador Cleber Eduardo. Além da produção indígena, o evento possibilitará o contato com uma cinematografia diversa que passa, por exemplo, por ficções ambientadas nos anos 1980 e 1990 e por documentários sobre os cineastas Glauber Rocha e Ruy Guerra e sobre o músico Belchior.

Além das atividades presenciais, haverá uma programação virtual disponibilizada por meio do site da CineOP. A decisão foi tomada a partir da avaliação positiva das experiências de 2020 e 2021. “Acho que é algo que vai existir sempre agora nos festivais”, avalia Cleber Eduardo.

A organização do evento espera um público de 15 mil pessoas em Ouro Preto. Considerando a programação presencial e virtual, serão exibidos ao todo 151 filmes, sendo 20 longas-metragem, 14 médias e 117 curtas. São trabalhos provenientes de 21 estados brasileiros, além de outros 7 países. Estão previstos ainda debates, oficinas, exposições, lançamentos de publicações, performances e shows. Toda programação é gratuita.

Embora as primeiras atividades do evento estejam começando hoje, a abertura oficial ocorre apenas amanhã (23), às 19h30, quando os cineastas indígenas Ariel Ortega e Patricia Ferreira Yxapy serão homenageados na Praça Tiradentes e receberão o Troféu Vila Rica.

“A definição pelo trabalho de ambos, nascidos na cidade argentina de Missiones, na aldeia Tekoa Verá Guaçu, se dá especialmente pela forma como as questões culturais e políticas em seus filmes surge de natureza distintas, sendo pontuadas pela própria aproximação da cidade em relação às terras de seu povo”, registra o site do evento.

Na sessão de abertura, o público assistirá Bicicletas de Nhanderú, um documentário de 48 minutos dirigido por Ariel Ortega e Patricia Ferreira Yxapy e finalizado em 2011. No filme, os diretores realizam uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbyá-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões (RS).

Cinema indígena

Dos 151 títulos incluídos na programação, 35 são dirigidos por indígenas de 17 povos distintos. Segundo Cleber Eduardo, trata-se de uma mostra que busca oferecer um olhar retrospectivo da cinematografia indígena.

“Embora seja uma produção ainda muito recente, que começa no final dos anos 1990, já possui um percurso de mais de 20 anos. E dentro desse período há algumas mudanças. Por exemplo, no começo os filmes eram coproduzidos com indígenas e não indígenas. Progressivamente, os indígenas começam a assumir sozinhos a direção. Hoje, achamos que já existe um volume de filmes que permita observar alguns recortes de temas recorrentes, de formatos recorrentes, da diferenças entre povos”, diz o curador.

Cléber observa que a potência do cinema se articula com o drama da situação indígena na atualidade e considera que há dois macrosegmentos temáticos. Um deles está relacionado com a tradição espiritual e ritualística e com a identidade de povo, revelando um esforço pela preservação de sua cultura. O outro envolve o contato conflituoso com a cultura urbana e com a cultura não indígena, do qual derivam intimidações políticas, invasões de terra e ações violentas.

“São problemas concretos que muitas vezes ameaçam a vida desses povos”, diz. Ele ressalta que as abordagens são bastante variadas, mas que é possível ver, nos dois macrosegmentos, um movimento de resistência, seja político ou cultural.

Histórico

A CineOP é organizada pela Universo Produção, que também responde pela tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes. Sua realização também conta com o apoio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo e da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Referência no calendário cinematográfico nacional, o evento surgiu em 2006 e tem como diferencial a estruturação em três eixos: patrimônio, educação e história. Para cada um deles, há uma vasta programação que mobiliza cineastas, pesquisadores, restauradores, professores, críticos, estudantes e cinéfilos em geral.

Dentro do eixo patrimônio, é realizado o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros. Trata-se de um dos principais fóruns onde se discutem políticas públicas voltadas para preservação dos filmes nacionais. A pauta envolve temas como prioridades para a restauração, processos de digitalização, acesso da população aos filmes e organização de bancos de dados.

No eixo educação, o cinema indígena também estará no centro das discussões. Convidados internacionais irão debater sobre as possibilidades de práticas pedagógicas dos filmes.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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