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Governo de MT integra delegação brasileira em missão à Estônia e conhece novas tecnologias

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Com objetivo de potencializar a transformação digital no serviço público, o Governo de Mato Grosso, representado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), integra a delegação nacional em missão à Estônia. O país é referência mundial em governo digital.

A convite da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) e do Estônia Hub, Mato Grosso compõe, juntamente com outras secretarias estaduais, entidades afins e líderes empresariais internacionais, a comitiva brasileira que participa das agendas técnicas com os governos da Estônia e da Finlândia – e-Governance Conference.

A conferência está sendo realizada desde terça-feira (10.05), em Talín, capital da Estônia, e é promovida pela e-Governance Academy com o apoio do Ministério dos Assuntos Estrangeiros da Estônia. Entre os temas discutidos estão as tecnologias para governos digitais, inteligência artificial aplicada aos serviços para o cidadão, transformação digital nos governos e cibersegurança.

O evento trouxe para o centro dos debates a criação e o compartilhamento das melhores práticas na área de transformação digital no setor público. Ao longo de três dias, a conferência discutiu os benefícios e desafios para criação de um governo integrado nesse campo, comentou o secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão.

“O assunto governo digital se tornou uma das prioridades da atual administração estadual, que tem trabalhado na estruturação de um projeto para a digitalização dos serviços públicos com vistas a elevar a eficiência, a transparência, a comunicação entre governo e sociedade, e a universalização do atendimento de maneira célere e eficiente. E o mais importante de tudo foi a comprovação in loco de que Mato Grosso está seguindo o caminho correto nas ações de governo digital”, ressaltou Brandão, que também é coordenador do Comitê Executivo de Transformação Digital e Inovação do Sistema de Governança Digital do Executivo estadual.

Mais de 98% da população da Estônia já possui a identidade digital. Foto arquivo pessoal

A Estônia é um país europeu com 1,3 milhão de habitantes e 45 mil quilômetros quadrados de extensão. Mais de 98% da população já possui a identidade digital e pode, pela internet, abrir empresas, pagar impostos, registrar recém-nascidos, fechar contratos, matricular o filho na escola, marcar consultas médicas e realizar uma infinidade de outros serviços públicos.

Segundo o diretor vice-presidente da MTI, Cleberson Antônio Sávio Gomes, a Estônia é um dos países mais digitalizados do mundo e o principal objetivo da missão foi conhecer com maior profundidade o processo de transformação digital implementado na prática.

“Como a MTI é uma das empresas pioneiras no Brasil a adotar a tecnologia X-Road da Estônia, que demos o nome de X-Via, acabamos sendo referência no país da aplicação desta tecnologia no Brasil”, afirmou Gomes ao acrescentar que as agendas técnicas também tiveram como foco a contextualização dos cenários influenciados pela guerra na Ucrânia e desastres naturais, “para explorar como desenvolver ecossistemas digitais que lidam com crises e criar serviços digitais que ajudem os cidadãos a lidar com elas”.

Na agenda realizada nesta quarta-feira (11.05), a delegação brasileira seguiu até a Finlândia, outro país referência em governos digitais, para conhecer o modelo federativo de integração de dados com a Estônia, bem como a plataforma X-Road já aplicada no governo de Mato Grosso. Durante encontro com o embaixador do Brasil na Finlândia, também foram tratados outros assuntos, entre eles o modelo cultural e tecnológico do país, destacou Brandão.

“A delegação brasileira está com a agenda bem completa. Fizemos reuniões com o diretor da Autoridade do Sistema de Informação (RIA, sigla em inglês), Erkki Leego, que coordena o desenvolvimento e a administração do sistema de informação do país. Realizamos uma visita ao e-Estônia Briefing Center, agência de negócios e inovação da Estônia, que desempenha um papel fundamental na promoção do know-how e experiência do país em serviços digitais e, nesta sexta-feira, devemos ter uma agenda com os responsáveis pela Associação de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Estônia (ITL, sigla em inglês)”, completou o secretário adjunto.

Mato Grosso compõe a comitiva brasileira que participa das agendas técnicas com os governos da Estônia e da Finlândia – e-Governance Conference. Foto arquivo pessoal.

Avanço no ranking

Mato Grosso é o terceiro estado que mais avançou no ranking de oferta de serviços públicos digitais em relação a 2020. É o que apontou o Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital, levantamento organizado pela ABEP-TIC, com o apoio da Secretaria de Governo Digital, vinculada ao Ministério da Economia.

O índice mensura os principais serviços públicos oferecidos pelos Governos Estaduais e Distrital disponibilizados por meios digitais, verificando se estão em conformidade com as Leis Federais 13.460/2017 (Código de Defesa do Usuário do Serviço Público), 13.726/2018 (Desburocratização e Simplificação) e 14.129/2021 (Governo Digital e Eficiência Pública). O estudo analisou três dimensões: Capacidades para a oferta digital de serviços, Oferta de serviços digitais e Regulamentação sobre modernização para a oferta de serviços públicos.

No ranking geral, Mato Grosso subiu 12 posições desde o último levantamento, realizado em 2020, passando a ocupar a 12ª colocação. De 0 a 100, o Estado alcançou 55,50 pontos. O Rio Grande do Sul foi apontado como o estado com a melhor oferta de serviços públicos digitais.

“Com organização, comprometimento e estratégia, o Governo de Mato Grosso tem trabalhado para fortalecer o atendimento digital ao cidadão e aos empreendedores em geral e, com isso, simplificar procedimentos e facilitar o acesso aos serviços públicos. Os projetos em andamento proporcionarão uma revolução na maneira de atender a todos que precisam dos serviços públicos do Estado”, afirmou o titular da Seplag, Basílio Bezerra.

Fonte: GOV MT

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Por que empresas de tecnologia estão sofrendo perdas históricas na Bolsa americana

Existem vários fatores influenciando o ânimo atual dos investidores

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Depois de atingir lucros espetaculares durante a pandemia, o mercado de ações vem registrando um ano ruim em 2022. Os investidores vêm sofrendo perdas, mesmo aqueles que apostaram em papéis considerados seguros, como os das empresas de tecnologia, que vinham trazendo bons resultados há anos — até agora.

No centro de Nova York, nos Estados Unidos, rodeada pelas luzes e painéis eletrônicos da Times Square, fica a Nasdaq, a bolsa de valores especializada em empresas de tecnologia. Até 15 de junho, o índice Nasdaq (que reflete as oscilações do conjunto de ações comercializadas naquela bolsa) caiu quase 32%.

É uma das maiores quedas já sofridas pela Nasdaq em toda a sua história“, afirma Eduardo Carbajal, professor de economia e finanças do Instituto Tecnológico de Monterrey, no México. E esse cenário não melhorou no mês de junho.

Nem as chamadas “big techs”, como a Meta (controladora do Facebook), AmazonNetflixApple e Alphabet (controladora do Google), escaparam, sofrendo quedas percentuais na casa de dois dígitos.

O que está acontecendo?

Os mercados são voláteis. O ânimo dos investidores, o que eles esperam que aconteça no futuro, é o que determina os preços das ações na bolsa. E, em 2022, a tendência dos investidores tem sido de desfazer-se desses ativos, porque eles entendem que não receberão o retorno esperado.

Minha hipótese é que muitas empresas de tecnologia estavam supervalorizadas“, defende Carbajal. “Não é possível que a Tesla tivesse um valor de mercado mais alto que qualquer empresa historicamente produtora de automóveis.”

Existem vários fatores influenciando o ânimo atual dos investidores. O primeiro é a inflação alta, um fenômeno generalizado no mundo em 2022. Nos Estados Unidos, por exemplo, o índice anual chegou a 8,6% em junho, o maior dos últimos 40 anos. A inflação traz incertezas, o que é ruim para os mercados.

Para tentar conter a onda inflacionária, os bancos centrais estão aumentando as taxas de juros, o que encarece o custo de capital. Em Washington, o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) decidiu aumentar os juros e dá sinais que indicam que manterá essa tendência.

Isso afeta principalmente as empresas que, aproveitando as taxas de juros muito baixas dos últimos anos, receberam injeções de dinheiro. “Quando as expectativas mudam e as taxas de juros aumentam, essas ações costumam sofrer mais que as de empresas com mais peso em índices como o Dow Jones, de companhias mais tradicionais”, explicou à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Nicolás Max, diretor da empresa argentina Criteria Asset Management.

A alta do custo do crédito também tornou mais atraentes os investimentos em bônus do Tesouro norte-americano, o que fez com que parte do fluxo de capitais fosse redirecionado para esse tipo de ativo, que é visto como mais seguro. Mas isso esfria a economia e reduz as expectativas de lucros das empresas, tornando suas ações menos atraentes.

Esses dois fatores somados produzem uma bomba econômica conhecida como estagflação: a redução da atividade econômica com constante alta de preços. E, quando as pessoas têm menos dinheiro no bolso, elas tendem a gastar menos em artigos não essenciais.

Aliado a isso, os confinamentos impostos na China devido à covid-19, a guerra na Ucrânia e a possibilidade de novas crises sanitárias aumentam as dúvidas na equação.

As ‘big techs’

O tamanho da queda é determinado pelas ações que têm maior peso e dominam a Nasdaq“, diz Max. Essas gigantes da tecnologia são o FacebookAppleAmazonNetflix e Google, que formam um grupo de empresas chamado de FAANG. E, além delas, existe outra empresa mais tradicional entre as grandes: a Microsoft.

“Observamos no primeiro semestre do ano quedas dos lucros com relação às expectativas de ações muito representativas dos índices de tecnologia, como o Facebook, o PayPal e a Netflix“, afirma Max. O valor de mercado do FacebookAppleAmazon, Microsoft e Google somados caiu US$ 2,7 triilhões (R$ 13,8 trilhões) entre o início de 2022 e o dia 19 de maio, segundo o jornal The New York Times.

“Os preços das ações estão retornando aos seus níveis possivelmente reais”, afirma Carbajal. E as grandes empresas detêm um poder de arrasto que sempre coloca em alerta as empresas menores, que acabam caindo como peças de dominó.

O estranho nessa história é que, apesar da queda das empresas de tecnologia, elas continuam com os caixas abertos e seguem gastando. Isso se reflete em aumentos significativos de salários para seus funcionários em 2022 e até em novas contratações em algumas empresas, além de novos investimentos em projetos, segundo vem informando a imprensa norte-americana.

“As empresas que lideram a Nasdaq são bastante sólidas e, quando tudo isso passar, elas terão forte poder de recuperação. Uma amostra são os projetos que estão desenvolvendo”, explica Carbajal.

Mas haverá recuperação?

O humor dos investidores ainda não parece ter chegado ao fundo do poço, o que afetará o preço das ações das empresas cotadas na Nasdaq. “Daqui até o final do ano, não prevemos melhorias das condições macroeconômicas que possam nos fazer imaginar que [a queda] será contida ou que será atingido um nível mínimo“, segundo Carbajal.

Para Max, “a pergunta é se a economia americana está ou não se encaminhando para uma recessão, qual a gravidade da desaceleração econômica e, portanto, qual será o nível da desaceleração dos lucros das empresas daqui por diante. Essa incerteza é basicamente o que pesa.”

“Caso persistam as pressões sobre os preços, as autoridades monetárias dos Estados Unidos enfrentarão um cenário no qual a recessão será o preço a pagar para manter sua credibilidade intacta e as ações ainda terão um caminho a percorrer na sua tendência de queda”, conclui ele.

Fonte G1

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