André D’Lucca, um apaixonado pela região. Do primeiro encontro com a serra no município de Barra do Garças (MT), ainda na adolescência, e as mais de 30 viagens ao Roncador na fase adulta, André conta sua trajetória em busca de autoconhecimento e de conexão com o divino.

O mistério que transcende a realidade material também entrelaça à narrativa do ator os depoimentos de pesquisadores e de espiritualistas que consideram o Roncador um santuário espiritual e metafísico, um chacra da Terra. Mais do que a porta da Amazônia Legal, a Serra do Roncador seria um portal para o desconhecido.

O título do filme, O dedo de Deus, é uma menção à formação rochosa no Roncador bastante visitada por turistas e místicos do Brasil e do exterior por ser considerado um local de grande concentração energética. Do visível ao invisível, o curta-metragem tem como pano de fundo a reflexão sobre a fuga da rotina e do sistema econômico que valoriza os bens materiais, a busca pelo amadurecimento espiritual que intriga a razão, cura as feridas emocionais e instiga a imaginação.

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Com 31 minutos de duração, o filme foi realizado em parceria com o Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso (NPD/UFMT) do campus Araguaia. As gravações durante a pandemia, nos meses de março, julho e setembro deste ano, foram um desafio a mais para a finalização do projeto, que tem locações na Serra do Roncador, no distrito de Vale dos Sonhos, município de Barra do Garças, e em Cuiabá (MT).

A idealizadora do projeto, a jornalista Aliana Camargo, afirma que a realização do documentário é uma provocação interna para ela e para os que assistem. “Ele traz o benefício da dúvida para quem é cético, e instiga os que estão na busca de saberem o que há além dos nossos cinco sentidos materiais. Além disso, mostra a riqueza exuberante da Serra do Roncador, que é um lugar com uma energia muito forte.” Aliana, que é doutoranda em Educação pela UFMT, é responsável pelo roteiro e pela direção da produção.

Em tempos de desigualdade social e de desequilíbrio ambiental sem precedentes, a produção audiovisual mato-grossense aborda o intangível caminho rumo à espiritualidade que passa pelo desenvolvimento humano e pelo respeito ao planeta.­­­­­­­­­­­­­­­­­

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Fonte: Gazeta Digital