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Senar lança Programa Saúde do Adolescente Rural

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Brasília (08/10/2021) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou o Programa Saúde do Adolescente Rural, uma iniciativa que irá complementar as ações de saúde desenvolvidas em todo o País. O programa foi apresentado às administrações regionais da entidade em uma reunião virtual na quinta (7).

O Saúde do Adolescente Rural surgiu após um diagnóstico realizado pelo Senar em 2019 com a participação de adolescentes de 11 estados (Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins).

“Já tínhamos o programa Saúde do Homem e da Mulher e com o diagnóstico identificamos a necessidade de um programa voltado para a saúde do adolescente. Estou muito feliz em ter esse momento tão sonhado”, afirmou Janete Lacerda, diretora de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do Senar.

A pesquisa realizou entrevistas com 386 adolescentes de 12 a 14 anos e 15 a 17 anos e com 114 profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social e das Administrações Regionais.

“O diagnóstico foi muito importante para verificar a situação dos jovens que vivem em vulnerabilidade imensa, principalmente nas redes sociais”, ressaltou a coordenadora de Formação Profissional e Promoção Social da DEPPS, Deimiluce Lopes Fontes.

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Os principais achados do diagnóstico entre os adolescentes foram pauperização, escassez de políticas de saúde para adolescentes, longas distâncias, o que gera menor capacidade de acesso à saúde e à assistência social, escassez de espaços de cultura e lazer, acesso indiscriminado a conteúdos impróprios, banalização dos problemas relacionados à saúde mental, gravidez entre adolescentes, abortos e distanciamento dos pais e/ou responsáveis.

“Os temas foram analisados para construir o programa, conhecer a vida do adolescente e poder trabalhar o que é necessário tendo ele como protagonista”, afirmou a assessora técnica da DEPPS, Magali Eleutério da Silva, que conduziu a pesquisa com os adolescentes.

Além dos adolescentes, o programa também atenderá instrutores, educadores, familiares e responsáveis e será realizado em escolas, centros esportivos, unidades de saúde, associações, igrejas e projetos sociais.

O material do programa foi construído pelas consultoras Juny Kraiczyk e Maria Adrião, contratadas pelo Senar, e vai trabalhar temas como violências física, sexual e doméstica, saúde mental, gravidez na adolescência, abuso de álcool e drogas, doenças sexualmente transmissíveis e uso de redes sociais.

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As administrações regionais que aderirem ao programa vão receber o Kit Saúde do Adolescente Rural, um conjunto de materiais para os jovens e os educadores.

O conteúdo engloba cadernetas de saúde com dicas e orientação de saúde para garotas e garotos, um caderno que funcionará como agenda para os adolescentes, cartazes com temas chaves, adesivos autocolantes sobre autocuidado e para os instrutores será uma publicação com 10 fascículos.

Duas jovens que participaram do diagnóstico na Bahia e no Ceará acompanharam o lançamento online e destacaram a importância da iniciativa para a vida delas.

“Vai ser muito importante para nós e fico muito honrada de participar”, afirmou Juliana dos Santos Lopes, do Ceará. “É uma iniciativa muito boa, só tenho a agradecer”, ressaltou Emanuelle Viana Nunes, da Bahia.

“O primeiro grande passo já foi dado, mas agora esperamos trabalhar em conjunto com as regionais que vão colocar na prática todo esse trabalho”, afirmou Janete, diretora da DEPPS.

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Fonte: CNA Brasil

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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor acumula queda real de 5% neste ano

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Cepea, 30/11/2021 – A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida – frente ao mesmo mês do ano passado, a retração é de 2,5%, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de outubro/21). Trata-se da segunda queda consecutiva dos preços no campo, e, agora, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”. Esses dados evidenciam que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra. Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Ressalta-se que outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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Dessa forma, a desvalorização do leite no campo se mostra fortemente atrelada à crescente perda no poder de compra do consumidor, que tem desacelerado consistentemente as vendas de lácteos desde meados de agosto. Com demanda enfraquecida e pressão dos canais de distribuição, os estoques se elevaram, forçando as indústrias a reduzirem os preços dos lácteos durante outubro.

De setembro para outubro, a pesquisa do Cepea mostra reduções de 6,8%, de 4,9% e de 2% nos preços médios do leite UHT, da muçarela e do leite em pó, respectivamente, comercializados por indústrias junto aos atacados do estado de São Paulo. As negociações do leite spot em Minas Gerais também perderam força em outubro, e os valores caíram de R$ 2,34/litro na primeira quinzena para R$ 2,14/litro na segunda (queda de 8,6%). Esse movimento de desvalorização continuou, e o leite spot chegou à média de R$ 1,96/litro na segunda quinzena de novembro.

Ainda que os custos de produção sigam altos, a expectativa do setor é de que a tendência de queda nos preços se mantenha no mês que vem, ainda influenciada por dificuldades associadas às vendas dos lácteos na ponta final da cadeia.

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Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em temos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de outubro/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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