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DEFENSIVOS E FERTILIZANTES

Aprosoja-MT debate atraso ou cancelamento de pedidos de defensivos e fertilizantes

De acordo com a Aprosoja-MT, a recomendação é para que o produtor notifique o fornecedor do descumprimento do prazo de entrega que fora pactuado em contrato ou no pedido de compra

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Com o objetivo de ouvir relatos de produtores rurais de todas as regiões do estado em relação aos atrasos e cancelamentos de pedidos de defensivos e fertilizantes, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), promove nesta sexta-feira (15), às 18h, um debate, por meio de videoconferência, sobre a escassez dos insumos para a safra 21/22.

A entidade mantém contato diariamente com representantes de cada uma dessas cadeias de insumos para avaliar os cenários presentes e futuros, mas sabe que na prática algumas ações precisam ser tomadas pelos produtores individualmente para se respaldarem frente a eventuais prejuízos causados pela não entrega dos produtos, ou mesmo, pela chegada na fazenda fora do período ideal de aplicação.

De acordo com a Aprosoja-MT, a recomendação é para que o produtor notifique o fornecedor do descumprimento do prazo de entrega que fora pactuado em contrato ou no pedido de compra.

O vice-presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber faz um alerta aos produtores rurais. “É importante que essa comunicação seja formal, por e-mail ou notificação extrajudicial, e que traga em seu contexto um prazo para que o acordo comercial seja cumprido, elencando os prejuízos decorrentes da inobservância, como risco de performance da lavoura ou ainda a inviabilização do plantio da safra. Caso o produtor não tenha êxito na ação, o deve buscar rapidamente assessoria jurídica para que outras medidas sejam avaliadas de acordo com o caso concreto”.

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Na reunião, o Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, vai apresentar dados do acompanhamento de preços que o instituto promove periodicamente.

Aprosoja reconhece o cenário provocado pelas paralisações nas fábricas de matérias primas em virtude das medidas de distanciamento para enfrentamento da pandemia adotadas por cada país, além de questões de ordem comercial internacional, contudo não há de se desprezar a intenção de alguns fornecedores no sentido de corrigirem o valor dos pedidos sob a alegação de variação abrupta de custos.

“Nesse sentido, precisamos lembrar que recentemente os produtores rurais viveram algo semelhante, venderam sua produção a preços bem inferiores àqueles que eram praticados no momento da entrega, todavia a imensa maioria cumpriu com os contratos, então o que se espera agora das empresas é que tenham um comportamento íntegro e preservem a confiabilidade dos acordos comerciais. Esse é o momento em que o mercado precisa mostrar reciprocidade, e a Aprosoja estará acompanhando de perto a conduta das empresas”, afirmou o coordenador da Comissão de Política e Logística da Aprosoja-MT, Tiago Stefanello.

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Fonte: Ascom

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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor acumula queda real de 5% neste ano

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Cepea, 30/11/2021 – A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida – frente ao mesmo mês do ano passado, a retração é de 2,5%, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de outubro/21). Trata-se da segunda queda consecutiva dos preços no campo, e, agora, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”. Esses dados evidenciam que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra. Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Ressalta-se que outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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Dessa forma, a desvalorização do leite no campo se mostra fortemente atrelada à crescente perda no poder de compra do consumidor, que tem desacelerado consistentemente as vendas de lácteos desde meados de agosto. Com demanda enfraquecida e pressão dos canais de distribuição, os estoques se elevaram, forçando as indústrias a reduzirem os preços dos lácteos durante outubro.

De setembro para outubro, a pesquisa do Cepea mostra reduções de 6,8%, de 4,9% e de 2% nos preços médios do leite UHT, da muçarela e do leite em pó, respectivamente, comercializados por indústrias junto aos atacados do estado de São Paulo. As negociações do leite spot em Minas Gerais também perderam força em outubro, e os valores caíram de R$ 2,34/litro na primeira quinzena para R$ 2,14/litro na segunda (queda de 8,6%). Esse movimento de desvalorização continuou, e o leite spot chegou à média de R$ 1,96/litro na segunda quinzena de novembro.

Ainda que os custos de produção sigam altos, a expectativa do setor é de que a tendência de queda nos preços se mantenha no mês que vem, ainda influenciada por dificuldades associadas às vendas dos lácteos na ponta final da cadeia.

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Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em temos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de outubro/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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